A dor



A dor

A dor está muito associada à doença oncológica. A dor funciona como um mecanismo de proteção e de alarme do organismo indicando que algo não está bem.

O corpo humano tem um sistema de deteção de dor (sistema nociceptivo), este sistema é constituído por estruturas nervosas que têm como função detetar estímulos nocivos ou potencialmente nocivos.

O que é a Dor?


A Associação Internacional para o Estudo da Dor (International Association for the Study of Pain) define a dor como sendo “uma experiência multidimensional desagradável, envolvendo não só um componente sensorial mas, também, um componente emocional e que se associa a uma lesão tecidular concreta ou potencial, ou é descrita em função dessa lesão”.

A dor pode ser um sintoma ou uma doença por si só.

 

A Dor como sintoma

(Dor aguda)

A dor é um sintoma quando se trata de uma dor aguda provocada por uma lesão específica e que, quando tratada, desaparece.

 

 

A Dor como doença

(Dor crónica)

A dor é uma doença por si só quando se torna crónica, isto é, existe dor persistente ou recorrente com duração igual ou superior a 3 meses e persiste para além da lesão que lhe deu origem.

 

O Sistema Nacional de Saúde reconhece a importância da Dor

Serviço Nacional da SaúdeA prevalência da dor crónica na Europa é de 20%. Em Portugal, um estudo feito em 2002 mostrou que 74% da população portuguesa sente algum tipo de dor com uma frequência de 2 semanas. Além disso, os encargos socioeconómicos com o tratamento da dor foram equiparados aos das doenças cardiovasculares e cancro.

O sistema nacional de saúde encara o controlo da dor como uma prioridade no âmbito da prestação de cuidados de saúde, sendo uma área indispensável para a humanização dos cuidados de saúde.

A dor, além do peso que tem na qualidade de vida do indivíduo, acarreta também sofrimento aos familiares.

 
 


Reconhecendo esta importância a Direção Geral de Saúde criou Unidades de Dor nos cuidados de saúde Hospitalar.

Estas unidades têm graus de diferenciação e especialização distintos, dependendo do grupo de doentes que acompanham e da estratégia terapêutica.

De acordo com dados de 2003, 53 hospitais públicos tinham integradas estruturas para o tratamento e controlo da dor crónica. Este número representa um aumento de 40% relativamente a 1999.

Este texto foi revisto e atualizado em outubro de 2014‏‏.
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