Alimentação e Risco



Alimentação e risco

Obesidade e Cancro

O estudo Americano Avoid able risks of cancer in the United States refere que cerca de 35% das mortes por cancro são precipitadas por fatores alimentares e que 30% a 40% dos cancros poderiam ter sido evitados com cuidados alimentares antes do diagnóstico.

A relação entre a obesidade e as doenças crónicas está, atualmente, bem estabelecida. Não restam dúvidas de que quer a incidência, quer a prevalência de doenças cardiovasculares, cancro e diabetes é muito superior na população obesa.

O European Prospective Investigation into Cancer and Nutrition (EPIC) analisou a relação entre o estilo de vida, a ingestão de calorias diária, o comportamento alimentar e a incidência de cancro e chegou à conclusão de que existe uma forte relação entre eles.

Após o diagnóstico, a obesidade deve ser controlada. Mesmo doentes que tinham um peso saudável antes do diagnóstico devem ter atenção ao peso, isto porque, em alguns casos, pode existir um aumento exagerado de peso, que deve ser controlado. Estes casos aumentam o risco associado ao cancro, por isso, planos nutricionais adequados, bem como atividade física (dentro das possibilidades físicas do doente) melhoram largamente o prognóstico.

Por exemplo, no cancro da próstata, homens obesos têm maior risco de prostatectomia e maior taxa de mortalidade comparativamente com homens de peso saudável. Também mulheres com aumentos abruptos de peso após o diagnóstico de cancro de mama apresentam maior risco em comparação com mulheres com peso dentro da normalidade.

Também no tratamento do cancro a obesidade tem um efeito prejudicial. Tanto a quimioterapia como a radioterapia são administradas em função da superfície corporal, logo obesos terão que receber maiores doses de citostático bem como maiores doses de radiação, o que é prejudicial para as células sãs.

 

Adipócitos

Adipócitos

A obesidade está intimamente relacionada com a inflamação, isto porque os adipócitos (células gordas) libertam substâncias inflamatórias. Isto não só aumenta o risco de cancro como piora o prognóstico e dificulta o tratamento depois de diagnosticado.

 

Muitas vezes existem células malignas no nosso organismo mas que se encontram em estado latente, isto quer dizer que se encontram inativas. Uma dieta equilibrada, pobre em gorduras saturadas e sal e rica em frutas, vegetais e cereais pode reduzir o desenvolvimento destas células e favorecer a sua destruição, evitando assim que se desenvolva um cancro.

Assim, planear uma dieta equilibrada junto dos profissionais de saúde previne o desenvolvimento do cancro, aumenta a tolerância ao tratamento e a possibilidade de recidivas, isto é, de recorrências do cancro.

Este texto foi revisto e atualizado em outubro de 2014‏‏.
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