Reações à doença



Reações à doença

Cada ser humano, sendo único e tendo uma personalidade única, reage de formas diferentes perante adversidades.

Autores referem que cerca de 50% dos doentes têm reações e adaptação consideradas normais. Entre os doentes hospitalizados, cerca de 32% demonstram perturbações na adaptação e cerca de 6% sofre de depressão conjunta com distúrbios de ansiedade. 

Por isso, é crucial o apoio dos amigos e familiares.

  • É comum que perante um diagnóstico de cancro existam reações de negação. Nestes casos, há uma negação da doença como uma realidade sua. As pessoas pensam que se trata de um erro médico, que houve troca de exames. As pessoas que reagem por negação, geralmente levam o problema de uma forma leviana por que estão descrentes da sua existência.
  • A ação de tentativa de inversão também é uma forma de reação a este tipo de notícias. Nestes casos, há uma tendência para a desvalorização da doença. Encaram-na como algo banal e inofensivo, sem necessidade de tratamentos agressivos ou de alterações de vida. Este tipo de reação dificulta bastante o tratamento e dificilmente se estabelece uma relação de confiança com o médico.
  • O choque. Frequentemente existe uma reação de choque ao diagnóstico, nestes casos, é natural uma ausência de expressão. A pessoa não exprime nenhum tipo de sentimento.
  • O medo. Embora atualmente isso não seja verdade, é natural que, no momento do diagnóstico, a palavra morte soe na sua cabeça. Por isso, o medo é uma reação normal.
  • A raiva. As reações agressivas acontecem com alguma frequência. Há uma tendência a ignorar a doença e a tornar-se agressivo, quer com os profissionais de saúde, quer com os familiares.
  • A culpa. Alguns doentes têm tendência a encontrar um motivo para a doença, sentindo-se culpados por atos que tiveram, vêm a doença como um castigo.

Felizmente, estas reações não duram toda a fase da doença, elas são geralmente reações iniciais que dão lugar à aceitação passando, entretanto, por várias fases que se podem ir alternando entre positivismo e pessimismo.

O bem-estar psicológico do doente oncológico passará por encontrar um equilíbrio entre a sua condição vulnerável e o seu controlo e bem-estar emocional, sendo para isso necessário apoio quer dos familiares, quer de terceiros.

Este texto foi revisto e atualizado em outubro de 2014‏‏.
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