Sexualidade e Cancro



Sexualidade e Cancro

Sexualidade Masculina

A sexualidade é uma parte integrante da vida e faz parte da identidade de todos os indivíduos. Estar bem com a sua sexualidade é importante para a sua qualidade de vida, bem-estar físico e psicológico.

O cancro, na sua generalidade, pelo impacto que a doença tem na vida de qualquer pessoa, afeta psicologicamente o indivíduo, comprometendo a sua função sexual. No entanto, o cancro que mais altera a função sexual masculina é o cancro da próstata.

O cancro da próstata é mais frequente em idades superiores a 50 anos. Este facto, leva-nos à questão do envelhecimento. Independentemente da presença ou não de um cancro, existem alterações próprias do aparelho sexual, como a dificuldade em conseguir e manter uma ereção, a perda do vigor do jato ejaculatório, bem como alterações nas sensações do orgasmo.

 Na sociedade existe a ideia de que as pessoas mais velhas não têm sexualidade e que este é um assunto secundário. É necessário mudar esta ideia, integrar a sexualidade na reabilitação do indivíduo tem grandes repercussões na sua qualidade de vida.

A resposta sexual, neste caso masculina, pode ser dividida em 5 fases:


1- FASE DO DESEJO através de estímulos externos há o desenvolvimento da predisposição para o ato sexual
2- FASE DA EXCITAÇÃO  nesta altura dá-se a ereção e o desenvolvimento de sensações eróticas. Sem esta fase a conclusão do ato sexual não é possível
3- FASE DE PLATEAU  existe um prolongamento e intensificação da excitação
4- FASE DE ORGASMO corresponde ao ponto mais alto de prazer sexual e coincide com a ejaculação
5- FASE DE RESOLUÇÃO é o período após a ejaculação, nesta fase o homem não é capaz de desenvolver nova ereção

 

 

 

 

 

O cancro, sendo uma doença crónica, necessita de adaptações, e mesmo que a capacidade sexual não seja diretamente afetada, existe uma dimensão psicológica que a afeta, como o medo, a ansiedade, a insegurança e a depressão.

O doente oncológico passa por processos de alteração da imagem, dificuldades no relacionamento sexual, alterações na sua confiança, dificuldades de interação, perda da identidade sexual, diminuição da autoestima.

Sexualidade Feminina

O cancro de mama é o cancro que mais afeta as mulheres, este tipo de cancro afeta mulheres entre os 20 e os 90 anos. No entanto, a sua maior incidência é na fase da vida em que a mulher é ativa sexualmente, por isso, abordar a sexualidade é importante para uma recuperação completa.

A receção da notícia é encarada com um conjunto de medos e questões sobre a doença, os tratamentos, a imagem, o futuro, o medo da morte.


Nestes casos, tem-se verificado que a sexualidade é encarada como um tema secundário e não prioritário. No entanto, este é um ponto que deve merecer o cuidado, quer das mulheres com cancro, quer dos profissionais que as acompanham.

A autoestima da mulher tem de confrontar-se com várias alterações físicas e hormonais, este processo é longo e requer apoio. É natural que as mulheres que têm companheiros sintam medo de perder a sua relação e a sua intimidade e mulheres que estão sozinhas, frequentemente, confrontam-se com o medo de não serem capazes de se relacionar novamente.

Embora nos últimos 20 anos se tenha verificado um maior desenvolvimento do conhecimento da função sexual, o facto é que isso tem tido pouco impacto no acompanhamento do doente oncológico. Também a formação, atitudes e crenças dos profissionais de saúde podem condicionar a forma como lidam com a sexualidade do doente. É importante que os profissionais estejam sensibilizados, preparados e treinados para identificar e avaliar problemas sexuais nos doentes oncológicos.

Abordar a sua sexualidade no âmbito da doença é importante por vários motivos, a sexualidade é uma parte integrante da sua vida, sentir-se bem sexualmente melhora a qualidade de vida, se não falar sobre o assunto será uma preocupação adicional para si. Para o seu bem-estar físico é importante que desmistifique crenças erradas sobre o seu corpo e, por último, a sua reabilitação só será completa se a sua sexualidade também for tratada. 

Este texto foi revisto e atualizado em outubro de 2014‏‏.
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