Diagnóstico



Diagnóstico

O diagnóstico do cancro pode ser, em muitos casos, a chave para a cura. Detetá-lo numa fase precoce aumenta exponencialmente as hipóteses de o erradicar de forma definitiva e com menor necessidade de tratamentos agressivos.

A vigilância e o rastreio são o ponto-chave para o diagnóstico precoce e cura eficaz. O cancro manifesta-se de várias formas, dependendo do tipo de cancro e da pessoa. No entanto, existem 7 sinais clássicos do cancro aos quais deve estar atento e na sua presença procurar um médico:

  1. Mudança de hábitos digestivos e/ou intestinais
  2. Dificuldade na cicatrização de uma ferida
  3. Perda anormal de sangue ou de outros líquidos do corpo, como leite (sem que esteja grávida ou a amamentar)
  4. Espessamento ou palpação de um nódulo em qualquer local
  5. Indigestão ou dificuldade em engolir
  6. Cansaço e falta de apetite
  7. Alterações bruscas de peso sem causa aparente

Para cada tipo de cancro existem meios de diagnóstico mais adequados e eficazes que outros. Aqui iremos apresentar os meios mais utilizados.

Os meios de diagnóstico podem ser divididos em 3 grandes grupos:

Análises Clínicas
História clínica Análises clínicas
Estudo Imagiológico Citologia

História Clínica

História Clínica

A primeira coisa a fazer no estudo do cancro e no seu diagnóstico é um levantamento da história clínica, pessoal e familiar da pessoa. Para facilitar a consulta é importante que reúna o máximo de informação que puder:

  • Leve consigo todos os exames e análises que fez anteriormente
  • Refira todos os problemas de saúde que já teve
  • É muito importante que seja capaz de descrever com o máximo pormenor os seus sintomas e queixas:

- Quando começaram
- Se abrandaram ou passaram e de que forma
- Que medicação tomou para aliviar as queixas
- A localização, mais precisa possível, da dor
- Posições em que a dor agrava ou alivia
- Outros pormenores relacionados com as queixas que lhe pareçam relevantes, como alterações de peso, apetite, rotinas intestinais, entre outros

 

Análises Clínicas

Análises Clínicas

As análises clínicas são dos primeiros testes a fazer, fornecem informação útil e praticamente não implicam dor para o doente.

Incluem os testes ao sangue, à urina ou fezes. As análises sanguíneas permitem verificar vários parâmetros no sangue que dão informação geral sobre o estado de saúde, como a produção de células sanguíneas, de plaquetas e de células do sistema imunitário.

Algumas substâncias produzidas por certos tumores são detetáveis no sangue e, embora tal não seja suficiente para diagnosticar definitivamente um cancro, é já um indício a pesquisar.

No que respeita às análises da urina, são importantes para compreender que substâncias são eliminadas pelo rim e de que forma este funciona, isto por que muitas vezes a insuficiência renal é uma consequência do cancro.

Análises sanguíneas

Estudo imagiológico

Estudo imagiológico

O estudo do tumor com recurso à imagem tem-se revelado bastante útil na identificação e caracterização do tumor. Além de permitir estudar a forma e localização do tumor, permite em alguns casos ter ideia da sua composição e perceber o seu efeito em estruturas adjacentes.

 

Dentro das técnicas de imagem temos:

  • Radiografia (Raio X) – é uma técnica que utiliza radiação e permite observar as estruturas internas como ossos e órgãos
  • Tomografia Computorizada (TC) – Esta técnica de imagem permite uma visualização mais detalhada de estruturas e órgãos. Permite fazer uma série de cortes virtuais permitindo uma visualização mais específica. Nesta técnica é possível também a administração de contraste, que funciona como um corante, possibilitando colocar certas estruturas em evidência
  • Ressonância Magnética – permite a obtenção de imagens detalhadas de todo o corpo sem recorrer a radiação
  • Estudo com radioisótopos – este tipo de estudos pertence à área da medicina nuclear, consiste na injeção de uma substância radioativa, que uma vez em circulação aloja-se nos ossos e/ou órgãos permitindo a sua visualização. Esta substância é eliminada pelo organismo através da urina
  • Tomografia por Emissão de Positrões (PET) – é conseguida principalmente através da injeção de glicose radioativa e permite distinguir as células com atividade normal das células com funções alteradas
  • Ecografia – a ecografia não utiliza radiação, mas antes ultrassons que não são nocivos para o organismo. Permite a visualização de imagens em tempo real a duas e a três dimensões. É uma técnica com algumas limitações por ser dependente de quem a executa, no entanto, permite uma interpretação quase imediata

Citologia

Citologia

Biópsia

A biópsia é um exame que permite o diagnóstico de cancro. Este nome cria grandes angústias, não só pela expectativa do seu resultado mas pelo receio de que possa ser um procedimento doloroso.

A biópsia consiste na colheita de uma amostra de tecido que é examinada pelo patologista, o qual, através de vários parâmetros, determina se o tumor é maligno ou benigno.

A forma de colheita não é sempre igual e dependendo da localização pode ser:

com recurso a agulha, para retirar o tecido ou líquido

 

com endoscópio, que é uma sonda fina e com iluminação que permite também a colheita de parte de tecido com cirurgia, onde é removida uma porção do tumor por ser impossível alcançá-lo de outra forma.

Este texto foi revisto e atualizado em outubro de 2014‏‏.
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