Fatores de Risco



Fatores de Risco

Algumas questões frequentes são:

  • Porque razão o cancro se desenvolve?
  • O que o faz crescer?
  • E por que acontece com umas pessoas e outras não?

O cancro, como qualquer outra doença, também tem fatores de risco que tornam as pessoas mais ou menos suscetíveis à mesma.

Para compreender melhor os fatores de risco para o cancro e poder proteger-se vamos agrupá-los em quatro categorias:

Genéticos Determinados vírus e infeções
Exposição ambiental Estilos de vida

Genéticos

Genéticos

Nem todos temos a mesma predisposição para contrair cancro, independentemente da idade ou do estilo de vida. Isso deve-se à nossa carga genética. Por exemplo, numa família com vários casos de cancro é de supor que existe já uma predisposição genética à sua ocorrência. A esses genes designámos de oncogenes e, como referimos, embora aumentem a predisposição para o desenvolvimento da doença, não determinam de forma absoluta que a irá desenvolver.

No entanto, se sabe que tem uma história familiar oncológica significativa deve não só reforçar a vigilância como também proteger-se o máximo possível dos fatores de risco.

 

O envelhecimento também é considerado um fator de risco para o desenvolvimento de cancro e, tal como a herança genética, não há forma de o contornar. Isto porque os mecanismos de desenvolvimento do cancro surgem, na maioria dos casos, com o envelhecimento das células. Daí que, a partir dos 50 anos, a vigilância deva ser reforçada.

Virus e Infecções

Virus e Infecções

Os estudos na área da oncologia demonstram que as infeções virais podem ter alguma influência no aparecimento de cancro. As infeções que mais frequentemente culminam nesta situação são as infeções provocadas pelo vírus da SIDA, hepatites B e C, infeções causadas pelo vírus de Epstein-Barr ou pelo vírus do papiloma humano.

Exposição Ambiental

Exposição Ambiental

Inevitavelmente, todos os dias o homem é exposto a agentes nocivos e tóxicos. Sabe-se que a exposição prolongada a muitos destes agentes, designados por carcinogénicos, pode aumentar o risco de cancro.

Os agentes carcinogénicos podem ser divididos em dois tipos principais:

  • Químicos – a esta categoria pertencem todos os poluentes ambientais a que estamos expostos, não só na rua, mas também em ambientes profissionais, como os trabalhadores que estão expostos a pós ou tintas. Além destes, consideram-se os químicos presentes em alguns alimentos pré-cozinhados ou refinados.
  • Físicos – o agente físico mais carcinogénico a que estamos expostos é a radiação ultravioleta (UV). É transmitida através do sol e as quantidades a que estamos sujeitos têm vindo a aumentar devido à destruição da camada de ozono. No entanto, existem outros agentes físicos, como a radiação X, mais frequentemente conhecida como raio X, que é transmitida por equipamentos médicos de radiologia e material radioativo que existe, por exemplo, em minas de urânio.

Estilos de Vida

Estilos de Vida

Este é um dos pontos mais importantes como fator de risco para o desenvolvimento de cancro. Muitas vezes, mesmo existindo maior predisposição para o desenvolvimento de cancro, este pode nunca surgir se levar uma vida saudável e equilibrada. 

Dentro dos estilos de vida vamos salientar a alimentação, o tabagismo, o sedentarismo, o alcoolismo e a exposição profissional.

A alimentação

“Somos o que comemos”, este ditado popular reflete uma realidade no que diz respeito à alimentação. A obesidade está intimamente associada ao cancro e ao crescimento descontrolado das células.

Uma dieta pobre em frutas e vegetais, pouco variada e abundante em gorduras e açúcares é um grande fator de risco para o desenvolvimento de várias doenças, inflamatórias e cancerosas.

A alimentação incorreta prolongada está na base do desenvolvimento de vários tipos de cancro como os do sistema digestivo, incluindo estômago e intestino.
Uma alimentação saudável é essencial para o bom funcionamento de todos os órgãos e para a manutenção de um bom estado de saúde.

O tabagismo

Um cigarro contém mais de 4000 compostos químicos, mais de metade deles carcinogénicos. A exposição prolongada a estes agentes está altamente associada ao surgimento de cancro. Ao contrário do que se possa pensar, o tabaco não afeta só os pulmões. 

O fumo entra pela boca, aumentado o risco de cancro da cavidade oral, levando ao surgimento de cáries, queda de dentes, gengivites (inflamação na gengiva), entre outros.

Pode atingir o esófago aumentado o risco de cancro do esófago, também o estômago, associando-se ao desenvolvimento de cancro do estômago e intestino. 

Quando o fumo chega aos pulmões, ele vai para os alvéolos pulmonares, onde existe a barreira alvéolo capilar. É através desta barreira que o oxigénio do ar que respiramos passa para o sangue, logo também as substâncias do tabaco vão passar para o sangue.

Uma vez em circulação, essas substâncias afetam todos os órgãos e células do corpo.
Deste modo, sabemos que o tabaco aumenta substancialmente o risco de cancro nos pulmões, boca, esófago, laringe e traqueia, pâncreas, fígado e rins.

 

 

O sedentarismo

O exercício físico praticado de forma moderada e regular é uma mais valia na prevenção de várias doenças.
O cancro não é exceção, sabemos que pessoas mais sedentárias estão mais expostas a determinados tipos de cancro, como por exemplo, o cancro de mama, do colón, do esófago e do útero.

 

 

O alcoolismo

O consumo exagerado e prolongado de álcool também aumenta o risco de desenvolver cancro. O álcool é uma substância irritante para o organismo. Determina-se que o risco está aumentado quando há ingestão superior a 2 bebidas alcoólicas por dia durante vários anos. 

O risco é proporcional à quantidade de álcool ingerida e aumenta até 10 vezes caso se associe ao álcool o hábito tabágico.

 

A exposição profissional

Como já referimos anteriormente, a exposição continuada a certos agentes como tintas, diluentes, poeiras ou materiais radioativos, ainda que seja protegida, aumenta o risco para o desenvolvimento de cancro.

De acordo com o código europeu contra o cancro (CECC):

  • Fumar. Não fume. Se é fumador, deixe de o ser o mais rapidamente possível. Não fume na presença de não fumadores, prejudica a saúde dos outros
  • Obesidade. Mantenha um peso saudável
  • Pratique, diariamente, exercício físico
  • Aumente a ingestão diária de vegetais e frutos e limite a ingestão de alimentos contendo gorduras animais
  • Modere o consumo de bebidas alcoólicas, tais como, cerveja, vinho e bebidas espirituosas
  • Evite a exposição demorada ou excessiva ao sol. É importante proteger as crianças, os adolescentes e os adultos com tendência para queimaduras solares
  • Cumpra as instruções de segurança relativas a substâncias ou ambientes que possam causar cancro
  • As mulheres devem participar no rastreio do cancro do colo do útero (teste de Papanicolau)
  • As mulheres devem participar no rastreio do cancro da mama
  • As mulheres e os homens devem participar no rastreio do cancro do cólon e do reto
  • Participe em programas de vacinação contra a Hepatite B de acordo com as normas da Direção-Geral da Saúde

De acordo com uma Recomendação do Conselho da União Europeia à Comissão e aos Estados Membros, devem ser feitos os seguintes testes de rastreio:

  • Rastreio do cancro do colo do útero: realização do Teste de Papanicolau - em mulheres entre os 30 e os 60 anos
  • Rastreio do cancro da mama: realização de mamografia, a cada 2 anos, nas mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 69 anos
  • Rastreio do cancro colo-retal: pesquisa de sangue oculto nas fezes em homens e mulheres com idades compreendidas entre os 50 e os 74 anos.

ref. (7, 8 e 9)

Este texto foi revisto e atualizado em outubro de 2014‏‏.
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