Diagnóstico



Diagnóstico do Cancro do Pâncreas

É extremamente importante que o diagnóstico seja feito o mais cedo possível.

Atualmente, não existe um meio de rastreio único e eficaz, quer isto dizer que, o diagnóstico de cancro do pâncreas não se faz com um único exame, é necessário um conjunto de exames e um estudo cuidado do indivíduo.

Desse conjunto de exames fazem parte:

  • Análises clínicas – as análises clínicas são úteis para estudar vários parâmetros, nomeadamente a bilirrubina, que é uma substância que se encontra aumentada no sangue quando o ducto biliar se encontra bloqueado por um tumor, por exemplo. Nas análises clínicas também podem ser pedidos os marcadores tumorais, particularmente o CA 19.9, embora este marcador não seja exclusivo do cancro do pâncreas. No entanto, a sua análise é limitada porque algumas pessoas não são capazes de o produzir. Além disso, ele pode ser produzido em situações que não o cancro.

Valores do marcador tumutal CA 19.9

 

  • TAC – a tomografia computorizada permite ver com pormenor o pâncreas, os vasos sanguíneos envolventes e os órgãos próximos como o fígado e o baço.

TAC (tumografia axial computadorizada)

 

  • Ecografia endoscópica – este exame permite uma observação próxima do pâncreas, é realizado com um tubo fino que é introduzido pela boca até ao intestino delgado. Este tubo tem iluminação na sua extremidade para facilitar a visualização de todas as estruturas.

Ecografia endoscópica

 

  • Colangiopancreatografia retrógrada endoscópica (CPRE) – este exame é feito através da introdução de um tubo fino (duodenoscópio) na boca, esse tubo tem iluminação e uma câmara na sua extremidade e está conetado a um monitor. Este exame permite recolher amostras de tecido para biópsia, bem como introduzir ou remover líquidos. Para análise de possíveis obstruções dos canais biliares é injetado (através de um cateter que entra pelo duodenoscópio) contraste, se este passar convenientemente pelas vias biliares significa que não há qualquer obstrução. Este exame é sempre feito com anestesia, de forma a evitar desconforto para o doente.

Colangiopancreatografia retrógada endoscópica

  • Colangiografia percutânea transhepática (CPT) – este exame é feito com uma agulha que é introduzida através da pele passando pelo fígado, através da observação de imagens em tempo real que a permite dirigir corretamente. Neste exame também é injetado contraste para observar obstrução dos ductos biliares.

Colangiografia percutânea transhepática

  • Biópsia – a biópsia consiste na recolha de uma amostra de tecido do órgão lesado, que pode ser feito durante a cirurgia ou durante a ecografia endoscópica.

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Este texto foi revisto e atualizado em outubro de 2014‏‏
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