Tratamento



Cancro da Próstata - Tratamento

O tratamento do cancro da próstata pode ser diferente em cada caso e, mediante o tipo de tratamento, pode também ser realizado por especialistas diferentes.

Os três tratamentos principais são:

  • Cirurgia
  • Radioterapia
  • Terapêutica com medicamentos

O tratamento cirúrgico
É um tipo de tratamento comum, especialmente se o cancro está em fases menos avançadas.

A cirurgia consiste na remoção da próstata, ou seja, na prostatectomia radical com remoção da totalidade da próstata e das vesículas seminais. 

Junto à próstata existem nervos cavernosos. Estes nervos são responsáveis pelo controlo da ereção. As novas técnicas cirúrgicas permitem evitar o dano destes nervos. No entanto, quando o tumor é muito grande ou tem uma posição muito próxima dos nervos, a cirurgia pode ter como consequência a disfunção eréctil, ou seja, impotência sexual que é irreversível.

Nervos Cavernosos

 

Existem vários tipos de cirurgia à próstata:

Supra Púbica-radical

Remoção completa da próstata através do abdómen

 

Perineal Radical

Remoção completa da próstata através de espaço entre o escroto e ânus

 

Recessão Transuretral

Remoção de parte da próstata através da uretra. O principal objetivo é remover a parte do tumor que dificulta o fluxo urinário

 

 

A radioterapia
A radioterapia pode ser utilizada como tratamento primário, em vez da cirurgia, ou após a cirurgia com o objetivo de matar células cancerígenas que possam ter permanecido no local. Em alguns casos, a radioterapia também pode ser usada numa fase avançada do cancro apenas para aliviar a dor.

Este tipo de tratamento consiste na aplicação de radiação no local do tumor de modo a destruir as células cancerígenas

Podem ser utilizados dois tipos de radioterapia:

Radioterapia Externa Radioterapia Interna

Radioterapia Externa

Consiste na aplicação da radiação através de um equipamento de radioterapia

Radioterapia Interna (braquiterapia)

Consiste num implante de material radioativo no local do tumor ou na sua proximidade

 

A terapêutica com medicamentos
As hormonas masculinas, principalmente a testosterona, são responsáveis pelo crescimento do tumor.

A testosterona é maioritariamente produzida nos testículos, a glândula suprarrenal, que é uma glândula próxima dos rins, também produz pequenas quantidades de testosterona.

No tratamento com recurso a medicamentos são utilizados essencialmente tratamentos que inibem as hormonas masculinas. Têm como função atuar como barreira ao desenvolvimento do cancro.

Um dos objetivos deste tratamento é precisamente diminuir ou mesmo cessar a produção de testosterona ou a sua ação nos tecidos.

Isso pode ser feito de 3 formas:

  • Inibindo a produção de testosterona, quer nos testículos, quer nas glândulas suprarrenais
  • Através da remoção dos testículos
  • Inibindo a ação da testosterona

Os tratamentos antihormonais podem ser administrados por via subcutânea como os antagonistas ou os agonistas da LHRH “Luteinizing Hormone Releasing Hormone”, ou via oral (como a bicalutamida, a ciproterona, a abiraterona, a enzalutamida), podendo ser uma terapêutica combinada. Alguns tratamentos antihormonais podem causar impotência, disfunção sexual que pode ser transitória.

  • Por vezes, mesmo após o cancro já ter sido tratado, pode ser necessário fazer esta terapêutica durante algum tempo para prevenir que o tumor se volte a desenvolver
  • Na doença metastizada, menos sensível ao tratamento antihormonal, pode ser necessário recorrer à quimioterapia, com fármacos como o docetaxel ou cabazitaxel. Outros tratamentos como a imunoterapia (“vacina”) podem ser usados em circunstâncias muito particulares, no entanto, esta vacina ainda não se encontra aprovada na Europa
  • Na presença de metastização óssea, além dos tratamentos dirigidos ao tumor, há tratamentos dirigidos ao osso (como os bisfosfonatos ou agentes dirigidos ao RANKL – ligando do recetor ativador do fator nuclear kappa-B ) que diminuem o risco de complicações ósseas
  • O controlo dos sintomas é essencial em todas as fases da doença
  • É importante que encare o tratamento de forma otimista, exponha os seus medos e as suas dúvidas, fale com o seu médico e com a equipa de profissionais, todos estão empenhados no melhor para si!

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Este texto foi revisto e atualizado em janeiro 2015‏‏.
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