Que terapêuticas alternativas existem?
Existem muitas "terapias alternativas" que são promovidas como curas para o cancro. Não estão comprovadas cientificamente, ou seja, não foram testadas segundo o método científico que tem permitido, ao longo dos séculos, o avanço civilizacional e o aumento progressivo da esperança média de vida. Caso estas terapêuticas alternativas sejam utilizadas em substituição de tratamentos com base em evidência científica o doente pode vir a sofrer não só de uma falta real de tratamento com objetivos de eficácia comprovada como também ser prejudicado por toxicidades significativas.
Se está a pensar submeter-se a um tratamento que não se baseie em evidência científica, investigue e certifique-se cuidadosamente de todas as implicações que daí podem advir. Verifique quais os efeitos secundários expectáveis, quem é que o está a realizar, os custos associados e todos os riscos relacionados com o atraso no início de um tratamento com base em evidência científica.
A Sociedade Americana de Oncologia (American Cancer Society) recomenda que utilize a seguinte lista de questões para identificar quais os tratamentos mais rigorosos:
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O tratamento é baseado numa teoria não comprovada?
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Promete uma cura para todos os tipos de cancro?
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Recomendaram-lhe não iniciar ou continuar o tratamento médico convencional?
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Consiste numa fórmula secreta que apenas determinados indivíduos podem utilizar?
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Exige que tenha de viajar para outro país?
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Quem lhe está a fazer o tratamento coloca em questão e ataca os procedimentos convencionais?
Se a resposta a qualquer uma destas perguntas for "sim", deve considerar cuidadosamente se o tratamento proposto é confiável.
Os doentes oncológicos devem permanecer sob os cuidados de médicos qualificados que utilizam tratamentos cientificamente comprovados e/ ou participar em ensaios clínicos de novos tratamentos promissores. Caso considere uma alternativa ao seu tratamento aconselhe-se com o seu médico assistente.

Este texto foi revisto e atualizado em fevereiro de 2014.
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