Doença terminal



Doença terminal

O Homem nunca se prepara para a morte. É um processo onde se experiencia muitas emoções e sentimentos como a negação, a raiva, a culpa e geralmente, após o luto, a resignação.

Para o familiar é também um processo emocional complicado e faz todo o sentido que receba ajuda nesta fase que antecede a partida.

Pensar o que poderá fazer para proporcionar um final de vida o mais digno possível ao seu ente querido é o começo para fazer efetivamente algo nesse sentido.

  • Manter a dignidade física do doente até ao último dia e mesmo pós morte. Embora a humanização dos cuidados de saúde seja uma área cada vez mais desenvolvida, o excesso de doentes e o hábito à rotina de trabalho pode levar ao descuido com certos pormenores como: preservação da exposição do corpo, manter a higiene do rosto e do corpo, manter a pele hidratada, manter o quarto limpo e arrumado. Mesmo que pareça que estes pormenores, nesta fase, não fazem muito sentido a verdade é que eles dignificam o corpo e o doente.
  • É natural que o doente em fase terminal não tenha apetite, a verdade é que o corpo está a degradar-se e as necessidades fisiológicas são diferentes. A tendência dos familiares é forçar a ingestão de comida, provocando muitas vezes mau estar e vómitos. Mesmo sendo com a melhor intenção, numa fase terminal devem ser respeitadas as necessidades do corpo, se o doente não quer comer não há porque o sujeitar a mais um sofrimento além do que já suporta.
  • Muitas vezes os doentes que sabem que estão em fase terminal têm necessidade de falar sobre a sua vida, de se despedir de familiares ou amigos ou até de rever pessoas que não viam há muito tempo. Para os familiares este tipo de pedidos é difícil porque não querem aceitar a ideia de que a pessoa poderá mesmo partir. Mas não prive o doente disso, é importante para que este fique em paz. Até ao último momento as emoções do doente devem ser respeitadas.
  • Nem sempre é possível, mas se existirem sonhos por realizar faça os possíveis para os proporcionar. Por vezes, os doentes pedem para ir a algum lugar, os familiares ficam muito renitentes em consentir porque têm medo que piorem o estado de saúde. Mas para o doente é importante que o consiga concretizar, dentro do possível, os seus desejos, serão momentos de felicidade que lhe poderá proporcionar numa fase da vida em que há tão pouco a perder para quem está doente.

Não existem receitas para apoiar um familiar em fase terminal, mas deve fazer tudo o que estiver ao seu alcance para proporcionar um final de vida o mais digno e confortável possível, quer fisicamente, quer emocionalmente.

Este texto foi revisto e atualizado em outubro de 2014‏‏.
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